Antropofocus no Festival de Curitiba

O nosso grupo começou em outubro de 2000, dentro de uma mostra de teatro que aconteceu na cidade de Castro, aqui no Paraná. E, desde então, a gente sempre busca estar em mostras e festivais pelo Brasil todo - fora do Brasil também. O que nem sempre é fácil.


Mas participar do Festival de Curitiba, na nossa cidade, que conta com o Fringe (uma mostra paralela em que não há seleção, apenas a inscrição das peças) sempre foi mais possível e, quase sempre, estamos lá.

Nossa primeira participação foi em 2003, com a peça Amores & Sacanagens Urbanas. A gente ainda no Teatro Cultura, que ficava em frente ao cavalo que vomita água, ali no Largo da Ordem. Foi uma participação muito legal porque como a peça era num teatro no centro a gente ficava circulando por lá em encontrando pessoas de outros grupos, artistas daqui e de longe, o que deixava tudo mais legal. Foi nesse festival que a gente ficou bem amigos da galera do Planet Clown, espetáculo de rua com os palhaços Marcio Ballas e Allan Benatti (com Marco Gonçalves ainda neófito de tudo fazendo música ao vivo). A participaçãono festival rendeu bons amigos e algumas sessões extras. Isso ajudou a gente a conseguir um teatro maior, em 2004, quando a gente apresentou Amores & Sacanagens Urbanas - Edição Especial, no teatro Zé Maria - aquele teatro maravilhoso da Treze de Maio.

Em 2005 a gente apresentou Pequenas Caquinhas, a nossa comédia de maior sucesso (e de maior longevidade, apresentamos ela sem parar por 11 anos) e que rendeu recorde de bilheteria no Fringe. Por causa desse recorde o Festival de Curitiba levou a gente pra fazer uma temporada em São Paulo. No ano seguinte a gente apresentou as nossas Caquinhas de novo - e, se eu não estiver enganado, a gente apresentou essa peça até a edição de 2015.


Em 2006 o Antropofocus e o grupo Vigor Mortis fizeram juntos uma peça chamada Dimensão Desconhecida - Episódio 1: Edifício Plaza, uma homenagem a programas de televisão com Além da Imaginação.

Em 2007 a gente foi convidado a fazer parte da Mostra Oficial com o espetáculo Porcus™.


Em 2008, pelo que eu me lembre, foi só Caquinhas.


Em 2009 a gente apresentou também a peça Contos Proibidos de Antropofocus, nossa comédia sem diálogos.


Em 2010 e 2011, pelo que eu me lembre, foi só Caquinhas.


Em 2012, além das Caquinhas, a gente levou pro palco Improfocus - o nosso espetáculo de jogos de improviso - e, pela primeira vez, levamos o Resta 1, um formato de improvisação internacional dirigido por mim e pelo Daniel Nascimento (Cia Barbixas de Humor), que combina mais de 10 improvisadores num mesmo palco - e que apresentamos no festival por 5 anos seguidos.


Em 2013 a gente participou, pela primeira vez, da Mostra Novos Repertórios com o espetáculo Não se preocupe: é APENAS o fim do mundo.


Em 2014 e 2015, pelo que eu me lembre, foi só Caquinhas e Resta.


Em 2016 a gente levou pro festival o nosso espetáculo de improvisação Histórias Extraordinéditas, que usa histórias da plateia para criar cenas exclusivas no palco. Só que esse ano foi louco, porque a gente teve um tempo muito curto para deixar tudo do jeito que a gente queria e isso prejudicou o nosso trabalho.


Aí ficamos dois anos sem participar - como Antropofocus, pois os integrantes estavam em trabalhos que participaram do Festival.


Em 2019 a gente levou o nosso espetáculo No dia Seguinte - a quase história da tevê brasileira de volta pra o festival. Foi legal voltar a participar do evento e a gente ficou quebrando cabeça no que fazer para participar neste ano de 2020.


Foi quando recebemos com muita satisfação o convite para participar da Mostra Novos Repertórios de novo, durante um Festival de Curitiba. Mas, desta vez, o Antropofocus faz a abertura da Mostra - chique, né? - com o nosso mais novo espetáculo Justo Hoje!, e vai ser ali no Teatro Zé Maria.


Ufa, acho que foi isso. Se eu for lembrando de detalhes, se alguém me corrigir em alguma coisa, vou editando esse artigo aos poucos. Mas já fica registrada a presença do nosso grupo num dos maiores festivais de teatro do mundo.

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