Psiu
Workshop do Projeto PSIU!
19/12/09
Evento Conexões Teatrais
09/11/09
O evento Conexões Teatrais aconteceu no último dia 07, sábado, no Teatro Novelas Curitibanas. Vendo um artigo atrás, você encontra um clipping sobre o evento (ou, se preferir, é só clicar AQUI).
Foi a segunda vez que falamos ao público sobre os caminhos do projeto PSIU! A Dramaturgia do SIlêncio e também dos preparativos necessários para alcançar tal trabalho. Estavam presentes, além dos integrantes do Antropofocus™, o professor Wilson Sagae – que é responsável pela preparação corporal e que falou sobre o seu trabalho com o grupo – e a professora Sheila Prieto Nunes, pastora do Ministério dos Surdos, que gentilmente fez a tradução simultânea para LIBRAS (lingua brasileira de sinais), pois haviam alunos surdos que estão fazendo, neste momento, o nosso workshop.
Queremos agradecer a Fundação Cultural de Curitiba, bem como seu representante no evento o Sr. Clóvis Severo, pela natureza do evento que difundiu três das quatros pesquisas realizadas com o Edital de Linguagem Teatral de 2008. Estamos muito felizes com a realização do trabalho, e mais felizes ainda de poder contar para a população curitibana sobre o que foi realizado com o dinheiro público.
As fotos do evento estão no site PICASA, Para visitar, é só clicar na foto abaixo.
PSIU! Aulas com alunos surdos
09/11/09
Uma das fases do projeto mais importantes está sendo realizada agora, no mês de novembro, são as aulas de teatro com alunos surdos. Vamos escrerver mais sobre isso, mas por enquanto fica aqui um vídeo com o trabalho inicial, em que as cenas são feitas com alunos surdos e com atores do elenco do Antropofocus™.
PSIU! Aulas com Ana Teixeira
09/11/09
Na preparação corporal para o trabalho de pesquisa PSIU!, nós contamos com a consultoria durante todo o ano do professor Wilson Sagae (já há vídeos das primeiras aulas aqui no site, bem como textos sobre o corpo, escritos por todo o elenco).
Mas, em agosto de 2009, tivemos o trabalho da professora Ana Teixeira, do grupo AMOK. Ela formou-se em dança com Angel Vianna de quem foi também assistente. Como bailarina trabalhou com diversos coreógrafos como João Carlos Ramos, Angel Vianna e Jean-Marie Dulbrul. Especializada no sistema Laban de movimento, a partir de 1987, é professora desta disciplina no curso de formação de bailarinos no Centro de Estudo do Movimento e Artes – Angel Vianna no Rio de Janeiro.
Em 1989 viaja para a França onde ingressa na Escola de Mímica Corporal Dramática de Paris. Durante sete anos se dedica ao estudo desta técnica sob a direção de Steven Wasson e Corinne Soun, últimos assistentes do mestre francês Etienne Decroux. A partir de 1992 ingressa na Cia. Théâtre de L'Ange Fou, onde participa de várias criações e do trabalho de reconstituição do repertório mimográfico de Etienne Decroux. Licenciada em Estudos Teatrais pela Universidade Sorbonne – Paris III, entre 1993 e 1996 passa diversas temporadas em Bali onde estuda o teatro Topeng (teatro tradicional de máscaras). Ainda na França integra o Toko Teatro e participa do espetáculo "Conteurs". Em 1997, parte para o Myanmar e estuda a dança siamesa com o mestre Lu Maw. De volta ao Brasil em 1995, dirige com Stephane Brodt os espetáculos: "Memórias do Velho Mundo" (1996) e "O Dibuk" (2000). Em 1998, funda o Amok Teatro com o ator e diretor Stephane Brodt e dirige os espetáculos: Cartas de Rodez (1998) – Prêmio Shell de melhor direção e melhor ator, Prêmio Mambembe de melhor espetáculo e indicado ao Prêmio Mambembe de direção; O Carrasco (2002) – Prêmio Governo do Estado de melhor espetáculo e indicado ao Prêmio Shell de atriz e maquiagem e ao Prêmio Governo do Estado de direção e figurino; Macbeth (2004) – indicado ao Prêmio Shell de figurino e Prêmio BR de espetáculo e ator e Savina (2006) – indicado ao Prêmio Shell de figurino e O Dragão (2008), indicado ao prêmio Quem de melhor ator e atriz e eleito selecionado um dos melhores espetáculos da temporada de 2008 pelo jornal O Globo. Desde 2003, Ana Teixeira dirige a Casa do Amok, sede da Cia. e também um centro de formação e divulgação do teatro de Etienne Decroux, além de receber outras companhias e artistas, abrigar encontros, palestras e oficinas. Desde 1995, Ana Teixeira vem fazendo conferências, demonstrações, publicando artigos em revistas especializadas e lecionando Interpretação e Mímica Corporal em diversas instituições, universidades e festivais. Desde 2002. Ana Teixeira é curadora e coordenadora do ECUM – Encontro Mundial das Artes Cênicas. Fotos do workshop são encontradas em link fora do site. Para ver, por favor clique AQUI. Fotos da palestra de Ana Teixeira, onde o grupo Antropofocus™ fez a sua primeira exposição sobre o trabalho do projeto PSIU! també, estão em link fora do site. Por favor clique AQUI. O vídeo com trechos do primeiro dia de trabalho do grupo Antropofocus™ com Ana Teixeira foi retirado do Youtube a pedidos da própria professora.
Texto Sobre o Trabalho Corporal por Célio Savi
06/09/09
PRIMEIRO CONTATO – PSIU!
por Célio Savi
Vários estudos confirmam que o som (ritmo e música, barulho e silêncio), afeta o corpo conforme as vibrações incidem sobre o mesmo, com acordes dissonantes e consonantais e através de diferentes intervalos (frases musicais e silêncio), assim exercendo um impactante efeito sobre o corpo humano. Na verdade, o silêncio sempre esteve presente no ecossistema sonoro. O som é apenas a quebra desse silêncio através de ondas e freqüências sonoras em contato com corpos ressonantes (todo nosso ser é um instrumento de ressonância). O silêncio está no início e no fim de cada som. Difícil é conseguir "escutar" o silêncio, já que vivemos em uma "sonosfera". Tudo em nossa volta provoca som. Um movimento provoca som. Um passo provoca som, um vento provoca som. O próprio corpo humano provoca sons e ritmos, e a respiração pode ser considerada um grande exemplo. O pulso cardíaco normal humano é de 65-80 batimentos por minuto. E a elevação ou diminuição de um ritmo musical altera ou acalma o corpo. Julius Portnoy¹, em seu estudo sobre a influência da música sobre a vida do homem conclui que "a música pode, positivamente, modificar o metabolismo, afetar a energia muscular, elevar ou diminuir a pressão sanguínea e influir na digestão." Então é possível afirmar, que mesmo o silêncio… é sonoro. Então, o silêncio também é música.
O que consideramos como silêncio é a recusa, é a omissão, é o abandono da percepção sonora presente, pois a regra é simples e básica. Onde existe ar, existe som! Mas negamos essa regra e acreditamos que o silêncio está presente. Apropriamo-nos dessa idéia (silêncio), e criamos formas e técnicas para utilizar a quebra e a utilização do som, para justificar, acrescentar, narrar, reconhecer, antecipar, ligar e muitas outras finalidades explicativas dentro de um contexto qualquer. Com isso, dando uma enorme importância para o fator silêncio, que passa a ter um caráter importante dentro de uma cena/contexto. O silêncio torna-se sonoro e perceptível. Ele narra, agride, comunica, entre muitas outras sensações. E sempre estará rodeado de sons. Mas a grande pergunta é: – Dentro de um contexto teatral (que é nosso objeto), é possível manter vivo o silêncio 100% dentro de uma cena sem perder qualidade e sem perder a atenção de um público? É esta a resposta que procuro, e quem sabe daqui algum tempo consiga responder embasado em nossos laboratórios dentro da sala de ensaios. Percebo a limpeza rítmica e corporal proporcionada nos exercício aplicados pelo mestre Wilson². Ativando o controle psico-emocional dos atores. Descobrindo o fluxo de energia livre de cada um. O controle, a limpeza, a postura, o diafragma. O entendimento do tempo e ritmo, o pulso, a respiração e o próprio silêncio. E o principal: – o FOCO!
Dentro de toda essa busca de entendimento, estamos aprendendo e vivenciando a importância do silêncio e, espero e acredito que no final dessa pesquisa aparecerão grandes respostas. Ainda estamos no começo e já percebemos grandes resultados. Agora é esperar e vivenciar em buscas de resultados.
Célio Savi³
•1. 1- Julius Portnoy (Music In The Life Of Man). •2. 2- Wilson Hideki Sagae (Professor Mestre do Centro de Desenvolvimento de KI) •3. 3- Célio Savi (Músico e sonoplasta do grupo antropofocus)







