Workshop de Improvisação na FAP – Faculdade de Artes do Paraná

Na semana passada ministrei um workshop de improvisação na FAP. Ensinar é, desde muito tempo, uma prática efetiva na minha vida para aprender conceitos novos num nível mais profundo. Funciona quase sempre. Você estuda coisas que são interessantes, que captaram a sua atenção, e tenta repassá-las da melhor maneira possível. Creio que esta é isto que atrai as pessoas ao magistério: poder passar um pouco daquilo que amam para outras pessoas.

Portanto, dar aulas de improviso são uma oportunidade para aprender mais sobre esta arte. Neste semestre tive duas oportunidades e espero poder repetir a experiência no segundo semestre.

O workshop da semana passada foi dentro da Mostra da Faculdade de Artes do Paraná e teve dois desafios de última hora bastante interessantes. Eu havia me preparado para um workshop com alunos da FAP exclusivamente. Como já fui aluno e professor da instituição, sabia mais ou menos qual era o perfil dos alunos de lá e preparei um workshop de três dias para eles. E, de cara, no primeiro momento de aula, tive duas surpresas: tínhamos alunos da FAP, de outras instituições, alunos sem experiência prévia com teatro e um aluno cego. Ou seja, os exercícios focados em interpretação para os atores já com a prática da faculdade e jogos com estímulos visuais caíram de imediato.

De novo, aprendi o valor de um dos conceitos comuns em improvisação: comece sem expectativas. Isso impedi qualquer frustração apareça, ou que você congele frente a um problema. O melhor é saber que esses alunos que não eram da faculdade não me trouxeram um problema, eles me deram uma oportunidade única de ter que readaptar tudo para que fosse possível dar a melhor aula para eles. Com isso, o workshop correu bem – vou mandar o link do artigo para alguns dos alunos e talvez eles possam dar para vocês uma opinião mais honesta.

Senti falta da apresentação no final do workshop, pois no anterior, ao final de uma semana, fizemos uma apresentação de impro aberta a comunidade. Foi uma maneira dos próprios alunos sentirem a diferença dos conceitos trabalhados em sala de aula com a adrenalina da apresentação, o fato de ter que lidar com as expectativas próprias, dos colegas de palco e da platéia (as expectativas da platéia são, em grande parte, falsamente criadas na nossa cabeça, mas isso é tópico para outro artigo).

Registrei um dos jogos de “E Agora?” com os alunos do workshop e coloquei aqui só para vocês conhecerem a turma. Obrigado pela atenção ao artigo e logo mais teremos outros!

A vida sempre poderia ser pior – um pensamento positivo de uma rara quinta feira ensolarada na cidade de Curitiba-PR

Me disseram que não é bom começar uma publicação com um título grande. Mas desobedecer a ordem vigente sempre parece algo tentador!

Algumas semana atrás meu amigo Guilherme Tomé me apresentou esse sujeito genial, chamado Tim Minchin. Ele é músico, comediante e tem vasto material na internet – com e sem legenda.

Hoje, com o sol lá fora e uma continua ladainha que as pessoas tem sobre o clima, lembrei deste video e decidi compartilhar com vocês.

aposentadoria

A notícia da semana foi…

Esta semana dois gordos, de ética duvidosa, se despediram dos holofotes das duas atividades mais corruptas do país.

aposentadoria A notícia da semana foi...

Mas eles sempre podem voltar.

Oração

Na semana passada, uma amiga muito querida e próxima sofreu um acidente grave. Ela é iluminadora teatral, e uma das funções dela, enquanto iluminadora, é afinar a luz. Isso significa subir em escadas altas e reposicionar a direção dos fachos de luz para posições corretas no palco. Na última sexta, por um acúmulo de fatalidades, ela caiu de uma dessas escadas.

Já trabalhei com iluminação e já subi muitas dessas escadas. A sensação de fragilidade, nas primeiras subidas, é substituída pelo orgulho de conseguir alcançar as alturas sob o olhar temeroso dos colegas.

Já cai de uma dessas escadas. Era uma apresentação em Ponta Grossa, interior do Paraná, onde o técnico da casa nem sabia que dava para mudar as lâmpadas de lugar. Subi, era uma daquelas escadas que encaixa em cima, portanto ela pode abrir em “V” ou pode correr uma pela outra e ficar ainda mais alta. Mas o encaixe não estava bem feito. Só deu tempo de avisar que ia pular e cair lá de cima, quase num dos atores. Quase quebrei as pernas e a bacia. Quase.

“Quase” é a palavra mais falada num momento em que quase tivemos uma fatalidade. Num acidente real, ele é substituído por “e se”.

E se ela não tivesse subido?

E se outra pessoa estivesse lá?

E se ela tivesse caído de outro jeito?

E se ela comesse cebola?

E se …?

No mar das possibilidades posteriores, as escolhas ideais são feitas sem pestanejar. Para quem conheceu o resultado trágico das ações, selecionar situações que poderiam mudar o resultado acaba sendo um raciocínio banal, “quase” como se fosse fácil antever aquilo que de fato aconteceu.

No mundo dos comentários do “quase”, exercitamos nossa maternidade ou paternidade com os quase acidentados. No mundo dos “e se”, nos falta como interlocutor a pessoa amada, pois nesse momento ela não consegue ouvir que estamos fazendo um esforço tremendo para reconstruir o passado, de uma maneira que o acidente nunca tenha acontecido.

Mas aconteceu. Apesar de você estar num quarto pertinho daqui, já sentimos muitas saudades de você.

A única resposta fácil de responder é “e se ela comesse cebola?” A resposta é que ela não seria essa fresca com comida, como ela é. Mas a conclusão é que este é mais um dos detalhes que sempre fez dela uma amiga única.

Qual é o motivo de escrever este artigo? Em parte, é para escrever sobre a fragilidade da vida, sobre aproveitar cada momento com as pessoas que você gosta, lembrar de abraçar seus amigos e dar certeza do quanto são importantes na sua vida, pois são a família que você escolheu – nenhuma imposição genética.

A outra razão é conseguir mais pensamentos positivos pela melhora dessa amiga. Se você leu o artigo, você já fez isso.

Obrigado.

medicurbano01

MediCUrbano* – Promoção Cirurgia do Coração

medicurbano01 MediCUrbano*   Promoção Cirurgia do CoraçãoArgumento: Anne Celli

Arte Gráfica: Andrei Moscheto

Cara de Pau: ambos

* Sim, isto aqui é uma piada. Não nos responsabilizamos por qualquer pessoa que acredite que isto seja possível e saia atrás de algo similar

O que cada um faz com a sua imaginação

Eu realmente acho que a imaginação humana não tem limites. Isso é bom e ruim.

 

As boas e velhas canções para crianças

Você, que é pai, e acha que esta deixando seus velhos escutando um video inofensivo sobre bichinhos. Acho melhor prestar mais atenção a letra da música!

 

Danilo Correia de aniversário

Parabéns, Danilo Correia

dan Parabéns, Danilo Correia

Tudo nesta vida é tempo e dedicação

Quando nos dedicamos de verdade a uma tarefa, ela com certeza só nos trará bons resultados. Não estou falando de sucesso, porque isso é outra coisa.

Eu realmente acredito que, ao fazer um trabalho que você ainda não sabe o que virá dele, se você se dedica com total atenção, tudo que volta para você é positivo. Simplesmente por se dedicar aos detalhes, você já esta dedicando tempo e respeito a você mesmo e a todos que vão usufruir do seu trabalho na sequencia. Isso vale para todas as vertentes do saber humano.

Lembro disso ao pensar em problemas que acontecem em obras públicas feitas de maneira errada, em operações cirúrgicas feitas com pressa, em peças de teatro que surgem em menos de um mês. Todos esses exemplos me chegam a memória por lembrar de relatos em que houve problemas em situações parecidas e por saber que havia dinheiro financiando público financiando essa ação para que fosse feita com mais capricho. Mas não foi.

Culpamos a velocidade do mundo nas questões financeiras, mas mesmo quando as questões financeiras estão sanadas, passamos por cima dos detalhes. Não é questão de dinheiro, é alguma outra coisa.

Tudo isso me passou pela cabeça quando vi o vídeo abaixo. É uma propaganda. Tem dinheiro envolvido, sim. Mas poderia ser feito de outras maneiras mais rápidas, e ter vendido o produto igualmente. Mas ela tem uma ideia, e sinto que essa ideia levou tempo e cuidados para florescer.

pelada

Pelada de final de semana no PSDB – Charge

pelada1 Pelada de final de semana no PSDB   Charge