Professor Wilson Sagae

Aulas de Respiração em Curitiba com Wilson Sagae

images Aulas de Respiração em Curitiba com Wilson Sagae

Professor Wilson Sagae

Desculpas aos ávidos por comédia, mas este post é uma dica de um trabalho incrível que acontece em Curitiba. O professor Wilson Sagae, que é quem trabalha com o Antropofocus™ desde o professor PSIU! esta com matrículas abertas. Aproveitem porque faz muito bem a saúde.

O local atual é o seguinte:

Happydance – Rua Moysés Marcondes, 620

Bairro: Juvevê – Tel: (41) 3252-2642
www.happydance.com.br
horários:
2ª feira: 10h30-12h 3ª feira 18h-19:30 5ª feira 18h-19h30
Sábado: 10h-12h

A aula do próximo sábado (01/10) está programada para ser lá, mas caso o tempo siga bom, a aula será ao lado do Bosque do Papa, atrás do museu Oscar Niemayer (Museu do Olho).

Local e hora do encontro : junto ao estacionamento dos fundos do museu (área do café), no bosque de árvores, 10hs.

Para mais informações: 9933-8767 (Wilson Sagae) ou wilsonsagae@hotmail.com

Um aniversário de Beiço!

Este tópico era pra ter sido publicado no dia do aniversário do Jairo Bankhardt! Mas acho que, no dia, tive um problema de conexão e o artigo ficou aqui, quietinho. Hoje ele pulou aos meus olhos.

Feliz aniversário atrasado, Elemento D – Galinha – Segismundo – Homem do Ponto de ônibus – e tantos outros personagens que ainda estão por vir!

Dois cães comendo

Como é divertido brincar com cães!

Uma roda para concluir o primeiro dia

Workshop de Marco Gonçalves – uma visão de fora

 

marcoo2 Workshop de Marco Gonçalves   uma visão de fora

A turma

Na semana passada, tivemos a presença do improvisador e professor de improviso Marco Gonçalves em Curitiba. Ele veio oficialmente para participar de um espetáculo de improviso, mas generosamente abriu a sua agenda para fazer um workshop com os estudantes de improviso em Curitiba.

marcoo3 150x150 Workshop de Marco Gonçalves   uma visão de fora

Uma roda para concluir o primeiro dia

Marco tem uma vasta experiência como improvisador e como professor desta arte. É ator da Companhia do Quintal, onde atua tanto no “Jogando no Quintal” (espetáculo de sucesso há 8 anos em cartaz) nomo do aclamado “Caleidoscópio”, peça em formato long form – longa duração.

O workshop foi ministrado durante três dias, para um grupo de 12 pessoas. As ideias trabalhadas durantes esses dias foram de aceitar melhor o próprio erro, avançar com a história, torcer pelo seu companheiro de cena. O workshop tinha exercícios que Marco Gonçalves aplica com regularidade em seu workshop contínuo, nas segundas a noite em São Paulo, e também novos exercícios aprendidos durante a sua recente temporada no Canadá, onde fez curso com um dos criadores do estilo contemporâneo de improviso, Keith Johnstone (eu também estive lá e parte da experiência você encontra descrita clicando AQUI).

Infelizmente só participei do workshop no primeiro dia. E que vontade de ter ficado por aqui e completado o curso. Mas, na semana seguinte ao workshop, tive o prazer de me apresentar como convidado do “Improvável”, da Cia Barbixas, junto com o Marco Gonçalves, que deixou este depoimento pra gente.

Aquele abraço.

 

marcoo Workshop de Marco Gonçalves   uma visão de fora

Um professor feliz com o seu trabalho

reginamask

Regina Duarte: o novo Jim Carrey brasileiro!

reginamask Regina Duarte: o novo Jim Carrey brasileiro!Na sexta passada, ao jantar na casa de amigos, fui presenteado com a possibilidade de ver a nova novela da Globo “O Astro” (porque macrossérie é um jeito de dizer que é uma novela que passa tarde).

Fiquei maravilhado com várias coisas desse remake da Globo. A qualidade da letra da música de abertura, os momentos dramááááticos que mereciam ser narrados pelo Galvão Bueno e a nossa Jim Carrey brasileira Regina Duarte – recordista sul-americana de caretas por fala.

Portanto hoje, segunda, você pode assistir dois programas de humor na tevê brasileira: CQC, na Band, ou O Astro, na Globo!

O bolo de Dennis, o motorista - foto de Michelle Galindo

Workshop de Improvisação com Keith Johnstone VI – Dennis, o motorista

Por que você faz o que você faz?

Essa é a pergunta assustadora que todas as pessoas tem que responder em algum momento de suas vidas. Seja por razões profissionais, éticas, sociais, amorosas, essa é uma pergunta difícil de sair com tranquilidade da garganta de qualquer um. Eu já ouvi essa pergunta de diversas bocas, especialmente de pessoas que não entendem exatamente o que eu faço, ou que não conseguem compreender que o que eu faço é um trabalho. Mas eu já gaguejei várias vezes ao tentar responder essa pergunta, porque muitas vezes eu tive dúvidas em relação as minhas escolhas – assim como você, leitor.

Durante o nosso workshop, eu conheci Dennis. Ele foi o motorista do ônibus que, todos os dias de manhã levava o nosso grupo para o workshop e levava a gente de volta no final da tarde. Desde o primeiro dia ele sempre foi muito simpático, um homem com um sorriso bonito. Ele acabou ficando curioso sobre a natureza do nosso curso e começou a ver alguns finais de aula. Para todos nós parecia algo natural, e era muito bom tê-lo próximo também em outros momentos.

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Dennis, o motorista, em auto-foto

No nosso primeiro final de semana durante o curso, foi organizada uma noite de improvisação brasileira. Seria uma noite bilíngue, porque tem uma pequena comunidade brasileira em Calgary que foi convidada. Dennis estava lá, curioso, assistindo a nossa apresentação. Márcio Ballas, que foi o Mestre de Cerimônias da noite, teve uma fina percepção e, durante várias vezes naquela noite, ele faria a seguinte brincadeira. De vez em quando, ele começava a falar com um tom um pouquinho mais solene, e dizia assim:

- Devemos também homenagear o nosso convidado especial desta noite, uma pessoa que tornou esta noite possível, uma pessoa que merece os nossos aplausos. O nosso convidado de honra: DENNIS!

E lá ia o Marcio Ballas para o meio da platéia abraçar o tímido Dennis. Isso aconteceu algumas vezes, todas as vezes ruborizando um pouquinho mais o nosso motorista. Se alguém do nosso grupo de alunos ainda não conhecia o nome do motorista, passou a saber o nome dele a partir daquela noite.

dennisbolo Workshop de Improvisação com Keith Johnstone VI   Dennis, o motorista

O bolo de Dennis, o motorista - foto de Michelle Gallindo

No penúltimo dia de aula, no final da aula, tivemos uma surpresa. Dennis apareceu com um bolo, todo decorado. Era um presente especial da nós, pela semana que passamos juntos. Isso já tinha deixado a todos muito felizes, mas quando fui buscar umas xícaras limpas para um café, foi que o Erik (uma das pessoas que ajudou a organizar todo o workshop) me contou que Dennis tinha tido alguns problemas pessoais. Parece que a esposa dele faleceu de um câncer, e ele mesmo era um sobrevivente de um tratamento difícil com esta mesma doença. A vida dele estava bem entristecida, mas daí ele teve “aquela” semana conosco.

Eu sou um manteiga derretida, então você pode imaginar como eu estava depois dessa história.

Então, quando alguém me pergunta hoje em dia porque eu faço o que eu faço, eu digo que é por causa do Dennis, um motorista do Canadá que queria sorrir de novo.

Entrevista do Programa Ciclorama – com Andrei Moscheto e Jairo Bankhardt