Assunto da semana foi: Rafinha Bastos
07/10/11
A discussão desta semana que mais esteve presente nas redes sociais foi a questão com o humorista Rafinha Bastos. No dia 26 de setembro ele fez um comentário sobre a cantora Wanessa Camargo, logo após assistir um vídeo com ela, Marcelo Tas diz “(…) Que bunitinha esta a Wanessa Camargo (…) Grávida (…)”, ao qual Rafinha replica com a frase notória: comeria ela e o bebê – não tô nem aí.
O desenlace depois disso é longo. Ronaldo Nazário (antigamente “Fenômeno”), representante de vários acordos de patrocínio com a Band, se mordeu pelo marido de Wanessa. A frase, uma piada de moleques, ganhou status imediato de apologia a pedofilia e rodou o país dentro da internet. Rafinha Bastos foi afastado do programa CQC e fim de papo. Fim?
Várias pessoas acham que esta ação punitiva deve-se a Rafinha Bastos ter passado da medida e ter ofendido a instituição maternal mais uma vez, já que não faz muito ele (junto com Marcelo Tas) ofenderam as mães que amamentam em público.
Outras ainda acham que é porque o humorista deu realmente a entender que faz apologia a pedofilia.
Na verdade, este é mais um momento onde nos encontramos sob a censura do patrocinador, onde vemos que um programa que teria “liberdade Custe o que Custar” não conseguirá custear seus atos sem o apoio financeiro de entidades que tem interesses pessoais e que querem estes garantidos e bem tratados pelo programa. Por que a Claro não se ofendeu quando Rafinha Bastos e Marcelo Tas falaram de amamentação em público? Porque a visibilidade do programa continuava interessando. Porque não foi diretamente ofensivo a algum conhecido, e sim com um público amorfo. Porque não foi com a mulher do chefe.
Brincadeira tem limite, e este limite é da mão que te alimenta. Isto é um lembrete geral para você sempre observar de quem são os anúncios no jornal que você lê, no programa que você assiste. Você não vê o editorial decidido exclusivamente por um jornalista bem intencionado e um diretor de programação. Alguém da mala de dinheiro viu isto também, para saber se esta opinião a ele interessa.
Nenhum dos artigos em defesa ao Rafinha Bastos diz que a piada dele é boa. Não é. Os artigos são contra uma censura que aparece em momentos tão pequenos, e nunca quando o problema é realmente sério. É só ver as outras notícias do dia 27 de setembro e pensar realmente na “gravidade” do que foi falado neste programa de entretenimento.
A frase é infeliz, mas não é pedófila. A censura por este caso isolado é muito infeliz.
Não defendemos o direito a se falar o que se quiser. Defendemos que quem defina isso não seja o patrocinador, para que nossas opiniões não sejam cerceadas.
Antropofocus™ também homenageia Rafinha Bastos
07/10/11
Ontem o Antropofocus™ estava presente ao Risológico, evento de humor que acontece em Curitiba entre 6 a 9 de outubro, Como a noite de ontem tinha uma homenagem ao Rafinha Bastos, não resistimos e fizemos uma também!
Abraços
Andrei Moscheto
Aulas de Respiração em Curitiba com Wilson Sagae
30/09/11
Desculpas aos ávidos por comédia, mas este post é uma dica de um trabalho incrível que acontece em Curitiba. O professor Wilson Sagae, que é quem trabalha com o Antropofocus™ desde o professor PSIU! esta com matrículas abertas. Aproveitem porque faz muito bem a saúde.
O local atual é o seguinte:
Happydance – Rua Moysés Marcondes, 620
Bairro: Juvevê – Tel: (41) 3252-2642
www.happydance.com.br
horários:
2ª feira: 10h30-12h 3ª feira 18h-19:30 5ª feira 18h-19h30
Sábado: 10h-12h
A aula do próximo sábado (01/10) está programada para ser lá, mas caso o tempo siga bom, a aula será ao lado do Bosque do Papa, atrás do museu Oscar Niemayer (Museu do Olho).
Local e hora do encontro : junto ao estacionamento dos fundos do museu (área do café), no bosque de árvores, 10hs.
Para mais informações: 9933-8767 (Wilson Sagae) ou wilsonsagae@hotmail.com
Um aniversário de Beiço!
27/09/11
Este tópico era pra ter sido publicado no dia do aniversário do Jairo Bankhardt! Mas acho que, no dia, tive um problema de conexão e o artigo ficou aqui, quietinho. Hoje ele pulou aos meus olhos.
Feliz aniversário atrasado, Elemento D – Galinha – Segismundo – Homem do Ponto de ônibus – e tantos outros personagens que ainda estão por vir!
Workshop de Marco Gonçalves – uma visão de fora
20/09/11
Na semana passada, tivemos a presença do improvisador e professor de improviso Marco Gonçalves em Curitiba. Ele veio oficialmente para participar de um espetáculo de improviso, mas generosamente abriu a sua agenda para fazer um workshop com os estudantes de improviso em Curitiba.
Marco tem uma vasta experiência como improvisador e como professor desta arte. É ator da Companhia do Quintal, onde atua tanto no “Jogando no Quintal” (espetáculo de sucesso há 8 anos em cartaz) nomo do aclamado “Caleidoscópio”, peça em formato long form – longa duração.
O workshop foi ministrado durante três dias, para um grupo de 12 pessoas. As ideias trabalhadas durantes esses dias foram de aceitar melhor o próprio erro, avançar com a história, torcer pelo seu companheiro de cena. O workshop tinha exercícios que Marco Gonçalves aplica com regularidade em seu workshop contínuo, nas segundas a noite em São Paulo, e também novos exercícios aprendidos durante a sua recente temporada no Canadá, onde fez curso com um dos criadores do estilo contemporâneo de improviso, Keith Johnstone (eu também estive lá e parte da experiência você encontra descrita clicando AQUI).
Infelizmente só participei do workshop no primeiro dia. E que vontade de ter ficado por aqui e completado o curso. Mas, na semana seguinte ao workshop, tive o prazer de me apresentar como convidado do “Improvável”, da Cia Barbixas, junto com o Marco Gonçalves, que deixou este depoimento pra gente.
Aquele abraço.
Regina Duarte: o novo Jim Carrey brasileiro!
08/08/11
Na sexta passada, ao jantar na casa de amigos, fui presenteado com a possibilidade de ver a nova novela da Globo “O Astro” (porque macrossérie é um jeito de dizer que é uma novela que passa tarde).
Fiquei maravilhado com várias coisas desse remake da Globo. A qualidade da letra da música de abertura, os momentos dramááááticos que mereciam ser narrados pelo Galvão Bueno e a nossa Jim Carrey brasileira Regina Duarte – recordista sul-americana de caretas por fala.
Portanto hoje, segunda, você pode assistir dois programas de humor na tevê brasileira: CQC, na Band, ou O Astro, na Globo!
Workshop de Improvisação com Keith Johnstone VI – Dennis, o motorista
31/07/11
Por que você faz o que você faz?
Essa é a pergunta assustadora que todas as pessoas tem que responder em algum momento de suas vidas. Seja por razões profissionais, éticas, sociais, amorosas, essa é uma pergunta difícil de sair com tranquilidade da garganta de qualquer um. Eu já ouvi essa pergunta de diversas bocas, especialmente de pessoas que não entendem exatamente o que eu faço, ou que não conseguem compreender que o que eu faço é um trabalho. Mas eu já gaguejei várias vezes ao tentar responder essa pergunta, porque muitas vezes eu tive dúvidas em relação as minhas escolhas – assim como você, leitor.
Durante o nosso workshop, eu conheci Dennis. Ele foi o motorista do ônibus que, todos os dias de manhã levava o nosso grupo para o workshop e levava a gente de volta no final da tarde. Desde o primeiro dia ele sempre foi muito simpático, um homem com um sorriso bonito. Ele acabou ficando curioso sobre a natureza do nosso curso e começou a ver alguns finais de aula. Para todos nós parecia algo natural, e era muito bom tê-lo próximo também em outros momentos.
No nosso primeiro final de semana durante o curso, foi organizada uma noite de improvisação brasileira. Seria uma noite bilíngue, porque tem uma pequena comunidade brasileira em Calgary que foi convidada. Dennis estava lá, curioso, assistindo a nossa apresentação. Márcio Ballas, que foi o Mestre de Cerimônias da noite, teve uma fina percepção e, durante várias vezes naquela noite, ele faria a seguinte brincadeira. De vez em quando, ele começava a falar com um tom um pouquinho mais solene, e dizia assim:
- Devemos também homenagear o nosso convidado especial desta noite, uma pessoa que tornou esta noite possível, uma pessoa que merece os nossos aplausos. O nosso convidado de honra: DENNIS!
E lá ia o Marcio Ballas para o meio da platéia abraçar o tímido Dennis. Isso aconteceu algumas vezes, todas as vezes ruborizando um pouquinho mais o nosso motorista. Se alguém do nosso grupo de alunos ainda não conhecia o nome do motorista, passou a saber o nome dele a partir daquela noite.
No penúltimo dia de aula, no final da aula, tivemos uma surpresa. Dennis apareceu com um bolo, todo decorado. Era um presente especial da nós, pela semana que passamos juntos. Isso já tinha deixado a todos muito felizes, mas quando fui buscar umas xícaras limpas para um café, foi que o Erik (uma das pessoas que ajudou a organizar todo o workshop) me contou que Dennis tinha tido alguns problemas pessoais. Parece que a esposa dele faleceu de um câncer, e ele mesmo era um sobrevivente de um tratamento difícil com esta mesma doença. A vida dele estava bem entristecida, mas daí ele teve “aquela” semana conosco.
Eu sou um manteiga derretida, então você pode imaginar como eu estava depois dessa história.
Então, quando alguém me pergunta hoje em dia porque eu faço o que eu faço, eu digo que é por causa do Dennis, um motorista do Canadá que queria sorrir de novo.








