Teatro

Uma roda para concluir o primeiro dia

Workshop de Marco Gonçalves – uma visão de fora

 

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A turma

Na semana passada, tivemos a presença do improvisador e professor de improviso Marco Gonçalves em Curitiba. Ele veio oficialmente para participar de um espetáculo de improviso, mas generosamente abriu a sua agenda para fazer um workshop com os estudantes de improviso em Curitiba.

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Uma roda para concluir o primeiro dia

Marco tem uma vasta experiência como improvisador e como professor desta arte. É ator da Companhia do Quintal, onde atua tanto no “Jogando no Quintal” (espetáculo de sucesso há 8 anos em cartaz) nomo do aclamado “Caleidoscópio”, peça em formato long form – longa duração.

O workshop foi ministrado durante três dias, para um grupo de 12 pessoas. As ideias trabalhadas durantes esses dias foram de aceitar melhor o próprio erro, avançar com a história, torcer pelo seu companheiro de cena. O workshop tinha exercícios que Marco Gonçalves aplica com regularidade em seu workshop contínuo, nas segundas a noite em São Paulo, e também novos exercícios aprendidos durante a sua recente temporada no Canadá, onde fez curso com um dos criadores do estilo contemporâneo de improviso, Keith Johnstone (eu também estive lá e parte da experiência você encontra descrita clicando AQUI).

Infelizmente só participei do workshop no primeiro dia. E que vontade de ter ficado por aqui e completado o curso. Mas, na semana seguinte ao workshop, tive o prazer de me apresentar como convidado do “Improvável”, da Cia Barbixas, junto com o Marco Gonçalves, que deixou este depoimento pra gente.

Aquele abraço.

 

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Um professor feliz com o seu trabalho

O mestre e eu, foto do amigo canadense Bryan MacLeod

Workshop de improvisação com Keith Johnstone – II

O mestre e o pupilo Workshop de improvisação com Keith Johnstone   II

O mestre e eu, foto do amigo canadense Bryan MacLeod

Bom, eu tinha prometido pra mim mesmo – e para a Lala Bradshaw! – que escreveria um post por dia, para deixar registrada a experiência canadense. Eu sou muito feliz em saber da vasta compreensão e misericórdia que encontro nos amigos aqui, porque realmente não tem jeito. Nem todo os dias são para escrever no blog, mas tem bastante coisa escrita no caderninho.

O maior problema dos dias de aula é cômico, de tão trágico: são tantas portas de conversa se abrindo, de uma hora para a outra, para dar uma nova percepção a um exercício que você já fazia no Brasil. Fica impossível de seguir tudo, anotar todos os detalhes. Então regresso mentalmente para os ensinamentos das aulas de ki-aikido: aproveite o momento, o conhecimento vem na sequência. Ou, nas palavras sábias de Oogway, no filme Kung Fu Panda: o passado é história, o futuro é um mistério, mas o agora é uma dádiva. Por isso é que é chamado de presente.

No presente, estou aproveitando o curso. Na sequência, virão textos sobre alguns tópicos para o blog.

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pinguim

Uma semana em Curitiba, a outra no Canadá – um brasileiro rumo ao workshop de improvisação com uma lenda viva

pinguim Uma semana em Curitiba, a outra no Canadá   um brasileiro rumo ao workshop de improvisação com uma lenda vivaEm época de frio, os passarinhos migram para regiões mais quentes. Mas eu, não. Estou a caminho do Canadá para fazer um workshop de improvisação, durante 10 dias, com o mestre de teatro Keith Johnstone. Serão dias intensos de trabalho, dedicação e de frio. Muito frio. Calgary não é conhecida como a cidade-sol do Canadá e é lá que fica o famoso Loose Moose Theatre, local mitológico do mundo da improvisação. Lá, no meio do frio.

Por que este vale encantando da improvisação não fica em Aruba? Ou no Havaí? Ou mesmo aqui do lado de Curitiba, em São José dos Pinhais? Porque toda a jornada de conhecimento vem com desafios extras, dirá para você qualquer contador de histórias. Não bastam as horas de voo, a distancia de casa e das pessoas amadas. Não basta as barras de cereais das escalas nacionais, as esperas em aeroportos, a expectativa que não será a sua mala que ficará perdida pelos recantos secretos da aviação internacional. Não basta. É preciso mais. Ou menos. Bem menos. Negativamente menos.

Podemos pegar de 31 graus até -9. A renite não vai me atacar, porque ela não vai entender o que está acontecendo. Não é uma mudança de temperatura, é um maluco entrando no forno ao sair da geladeira.

Dramático, eu? Talvez. Sim, é melhor fazer charme e se preparar para o pior e encontrar uma situação positiva. Todos os niilistas que passaram pela minha vida – e não se mataram – me ensinaram isso.

Vai valer a pena? Já valeu. Será um tempo grande dedicado a isso, a pensar sobre as infinitas possibilidades de se improvisar. Além do professor, estarei cercado de amigos improvisadores e de pessoas do mundo inteiro que buscam saber mais sobre essa arte. Estarei fora do meu habitat de segurança, contando histórias para estranhos e ouvindo suas façanhas ao redor das fogueiras, dos botecos, das televisões, dos cafés, de qualquer coisa que emita luz – ou calor.

Coloquei um vídeo abaixo, para que vocês conheçam meu futuro professor, infelizmente sem legendas. Ele diz algo muito sábio:

- Primeiro é preciso aprender a falhar e ficar feliz, depois a gente ensina o resto.

Estou pronto para falhar com o senhor, mestre. Não o desapontarei nisso.

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Participação no É TUDO IMPROVISO, durante o Festival de Curitiba 2011

Para quem não sabia (inclusive uns amigos meus, que ficaram chateados de saberem só depois que aconteceu) o mesmo elenco do É TUDO IMPROVISO, programa de improvisação que vai ao ar na rede Band de tevê quando o CQC está de férias, agora está fazendo a versão no teatro. Neste Festival de Curitiba de 2011 eles fizeram duas apresentações lotadas e, numa delas, eu fui o convidado.

Tá achando que é mentira? Veja o vídeo abaixo:

A noite foi incrível e memorável. Obrigado aos amigos Marcio Ballas, Cris Werson, Mari Armellini, Marco Gonçalves, Guilherme Tomé, Chuck e toda a equipe do Festival e da casa que ajudaram muito para a melhor realização da apresentação.