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	<title>Blog do Andrei &#187; Biografia</title>
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		<title>Um caminho da sinceridade na improvisação</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 23:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quase que mensalmente tenho o prazer de participar do Improvável, o espetáculo de improvisação provavelmente mais bem sucedido e conhecido do Brasil. Aqui vou usar um pedaço do &#8220;release&#8221; de imprensa deles para apresentar, para quem não conhece, o espetáculo: &#8220;Improvável é um espetáculo de improvisação teatral em que o mestre de cerimônia apresenta as&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase que mensalmente tenho o prazer de participar do Improvável, o espetáculo de improvisação provavelmente mais bem sucedido e conhecido do Brasil. Aqui vou usar um pedaço do &#8220;release&#8221; de imprensa deles para apresentar, para quem não conhece, o espetáculo:</p>
<p><em><strong>&#8220;Improvável</strong> é um espetáculo de improvisação teatral em que o mestre de cerimônia apresenta as regras dos jogos, a platéia sugere os temas e os atores improvisam as cenas na hora sem nenhuma preparação prévia. Desse modo, nenhuma apresentação é igual a outra. <strong>(&#8230;)</strong>O espetáculo é inspirado no programa televisão britânico ‘Whose Line is It Anyway?’ e também nas peças brasileiras ‘Zenas Emprovisadas’ e ‘Jogando no Quintal’.&#8221;</em></p>
<p>Apresentar com eles é sempre incrível. Além dos três integrantes da Cia. Barbixas de Humor (Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elídio Sanna), também são convidados improvisadores de todo o país a se juntarem ao espetáculo. Estar no palco com improvisadores de muita qualidade e com jeitos diferentes de improvisar sempre fazem de cada final de semana do Improvável um pequeno congresso sobre a arte da improvisação.</p>
<p>Os assuntos são variados, nas conclusões e discussões pós-espetáculo, mas o assunto que me chamou a atenção neste final de semana e que me animou a escrever para vocês foram as cenas de amor. De um tempo para cá o Improvável viaja com a sua variação musical. O músico Daniel Tauszig acompanha o espetáculo tocando músicas que pontuam as cenas, acentuam climas, reforçam estados emocionais, trazendo espaços físicos e temporais. Sua improvisação acontece conosco o tempo todo e trouxe novas possibilidades ao espetáculo, inclusive de terminá-lo com um jogo complexo: o Musical. Sim, é como um musical de verdade, em que as pessoas começam a cantar &#8220;do nada&#8221; no meio da história.</p>
<div id="attachment_1291" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/improvavelBlumenau.jpg"><img class="size-medium wp-image-1291" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/improvavelBlumenau-300x237.jpg" alt="improvavelBlumenau 300x237 Um caminho da sinceridade na improvisação" width="300" height="237" title="Um caminho da sinceridade na improvisação" /></a><p class="wp-caption-text">Última sessão de Improvável em Blumenau -SC, dia 22 de abril de 2012</p></div>
<p>Foi neste jogo que o &#8220;fenômeno&#8221; aconteceu neste fim de semana. Era o jogo do Musical, que normalmente termina a sessão, e o tema dele veio de alguém da plateia. Era um consultório de odontologia e fisioterapia, e de cara virou a história de um dentista e de uma fisioterapeuta que, secretamente, são apaixonados um pelo outro. Só que, logo no início, o dentista foi embora do consultório deixando a fisioterapeuta sozinha. O dentista era o Elidio Sanna. A fisioterapeuta, no caso, era eu. Quando ele se foi, começou uma canção de amor. Não lembro da canção toda, acho que ela tinha algumas gracinhas durante a letra, mas ela terminava num tom mais emocional, num momento triste da mulher abandonada. Qual foi a minha surpresa quando a plateia respondeu a cena com aquele barulho de quem acabou de ver os olhos do Gato de Botas, do Shrek, fazendo aqueles olhinhos? Na continuação da cena, dava pra ver que a plateia estava torcendo para que o casal acabasse junto. Mas eu sou um cara! Sou maior que o Elídio, inclusive. Então como é que a plateia não reage como se isso fosse patético, estranho, esquisito?</p>
<p>O que foi sensacional disso é olhar para este fenômeno e ver o quanto é importante para a improvisação um caminho de sinceridade. A plateia vai embarcar com você em qualquer proposta que você leve de verdade a eles. É claro que essa experiência não é nova para o Antropofocus™. Quando fazemos o <a href="http://www.antropofocus.com.br/espetaculo.php?cod=5">PEQUENAS CAQUINHAS</a>, sempre lembramos que quanto mais de verdade fazemos as cenas, melhor é a visualização da plateia de que este é um momento &#8220;de verdade&#8221;, seja quando um homem faz mulher, uma mulher faz um boneco de ventríloco, um homem sem camisa faz uma galinha. Como conceito teatral isso sempre me pareceu bem claro. Como realidade em espetáculo de improvisação, não me lembro de ter essa experiência tão clara quanto neste último final de semana.</p>
<p>Obrigado aos amigos da Cia Barbixas pela nova experiência. Aguardo a possibilidade do próximo final de semana de congresso empírico de improvisação.</p>
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		<title>Resta 1 &#8211; Um projeto que agrega</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 13:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje faz três dias que terminou mais uma experiência de uma semana de workshop de improvisação seguida de uma apresentação de RESTA 1, o nome que damos a versão de MICETRO IMPRO™, de Keith Johnstone, aqui em Curitiba. Deu vontade de parar um pouco no computador e refletir sobre esse caminho até aqui. A primeira&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/resta1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1278" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/resta1-300x300.jpg" alt="resta1 300x300 Resta 1   Um projeto que agrega" width="300" height="300" title="Resta 1   Um projeto que agrega" /></a>Hoje faz três dias que terminou mais uma experiência de uma semana de workshop de improvisação seguida de uma apresentação de RESTA 1, o nome que damos a versão de MICETRO IMPRO™, de Keith Johnstone, aqui em Curitiba. Deu vontade de parar um pouco no computador e refletir sobre esse caminho até aqui.</p>
<p>A primeira vez que Daniel Nascimento (Barbixas/SP) e eu conversamos sobre trazer o MICETRO IMPRO™ para o Brasil era uma ideia de como poderíamos unir a vontade de ter um projeto que fosse pedagógico e artístico ao mesmo tempo. Afinal, foi isso que nos encantou quando vimos o projeto ao vivo no Canadá, enquanto fazíamos um workshop com o mestre Keith Johnstone em pessoa (se não sabe quem é, NÃO procure na Wikipedia que lá esta errado). Era uma noite de teatro em que subiam, em pé de igualdade no palco, atores com décadas de experiência e amadores com poucas semanas de teatro, todos atuando juntos. Não era algo acidental ou ocasional, fazia parte de uma filosofia inicial que respeitava essa amálgama de experiências e confiava no fato de que essa mistura tem tudo pra dar certo.</p>
<p>Mas será que dá certo fora do Canadá, coordenado por dois improvisadores com pouca experiência no formato?</p>
<p>Daí pra frente é que &#8220;a coisa&#8221; começa de verdade.</p>
<p>Ao voltar para Curitiba e compartilhar as minhas vontades com o Antropofocus™, começamos com o projeto berçário de improvisos de cena que foi o Improfocus™ (é um projeto que pode voltar a qualquer momento, quando estivermos fazendo cenas improvisadas apenas com integrantes do grupo e poucos convidados). Ele trouxe para nós um pouco do frio na barriga que é improvisar ao vivo junto com os outros integrantes do grupo. Também rendeu a descoberta de como fazer a produção de um trabalho como este (é, amiguinhos, no mundo fora de Holywood a gente tem que se virar com isso também). A parceria com a Cia dos Palhaços, tanto no espaço quanto com o grande elenco, fez com que no final de outubro fizemos algo chamado IMPROFOCUS™ Especial, que era quase que um MICETRO IMPRO™, mas ainda não com todos os detalhes. E deu certo! O público gostou, os improvisadores ficaram felizes, tudo certinho. Então, agora, quem sabe podemos dar um passo maior que a perna?</p>
<p>Durante a volta para o Brasil e a organização desse período inicial, consegui produzir para o Brasil duas oficinas com mestres canadenses, que trabalham diretamente com Keith Johnstone e que tem uma conexão forte com este tipo de trabalho: para novembro de 2011 Shawn Kinley e para abril de 2012 Frank Totino. E tanta coisa aconteceu entre uma oficina e outra.</p>
<p>Tudo a seu tempo. Primeiro devo dizer que tenho a sorte de morar em uma das cidades fora do eixo Rio-SP que tem um número grande de improvisadores interessados em trabalhar com esta técnica e de evoluir em seu trabalho. O projeto RESTA 1 não seria possível sem este material humano.</p>
<div id="attachment_1282" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/shawn.jpg"><img class="size-medium wp-image-1282" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/shawn-300x199.jpg" alt="shawn 300x199 Resta 1   Um projeto que agrega" width="300" height="199" title="Resta 1   Um projeto que agrega" /></a><p class="wp-caption-text">Shawn Kinley</p></div>
<p>Tivemos o workshop com o primeiro canadense. Shawn Kinley é um profissional incrível. Durante os três dias de workshop ele nos forçou a encarar o universo da cena com maior amplitude, não diminuir as possibilidades narrativas e a localização especial porque a cena era improvisada, estar presente e levar a história adiante. Foi com a direção dele e do Daniel Nascimento que fizemos o nosso primeiro MICETRO IMPRO™ em Curitiba. Em novembro do ano passado a nossa versão ainda se chamava &#8220;Teste de Elenco&#8221; e tinha a seguinte linha de espetáculo: vários improvisadores estão disputando o papel principal em um grande filme e a plateia são os produtores deste longa metragem. Portanto, são eles que vão decidir quem será o nosso ator principal ao final da noite. Durante aquele primeira noite, tivemos grandes surpresas. Tivemos a certeza, Daniel e eu, que tínhamos começado com um projeto incrível, mas que não sabíamos detalhes importantes sobre ele ainda. Algo parecia levemente fora do lugar.</p>
<p>Entre novembro de 2011 e abril de 2012 apresentamos RESTA 1 mais 6 vezes, todas elas com a mesma perspectiva: para um improvisador participar do projeto, ele teria que participar dos ensaios anteriores a apresentação. Dentro deste período algumas coisas aconteceram. Primeiro, mudamos o nome de &#8220;Teste de Elenco&#8221; para RESTA 1 definitivamente. Em uma das nossas apresentações em Dezembro de 2011, um amigo meu chegou na bilheteria para comprar ingresso e teve esta conversa com o bilheteiro do teatro:</p>
<p>Amigo &#8211; Oi, eu gostaria de comprar um ingresso para a peça.</p>
<p>Bilheteiro &#8211; Olha, hoje não tem peça não. O grupo tá fazendo um teste de elenco aí hoje.</p>
<p>Quando até o bilheteiro do teatro não sabe o que o nome do seu espetáculo significa, você pode ter certeza de que fez a escolha errada.</p>
<p>Também tiramos todas as questões em relação ao TESTE em si, porque na versão original, o MICETRO IMPRO™ é uma disputa de mentira. Não importa quem ganha, não importa o finalista. O que importa são as cenas feitas naquela noite.</p>
<div id="attachment_1281" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/frank.jpg"><img class="size-medium wp-image-1281" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2012/04/frank-300x198.jpg" alt="frank 300x198 Resta 1   Um projeto que agrega" width="300" height="198" title="Resta 1   Um projeto que agrega" /></a><p class="wp-caption-text">Frank Totino</p></div>
<p>Se eu fosse resumir os dois workshops internacionais que tivemos em Curitiba, que parece coisa de entrevista piegas de televisão, eu diria que o workshop com Shawn nos abriu para as infinitas possibilidades que a cena improvisada nos trás, e o workshop com Frank nos mostrou que é possível, para qualquer um de nós, improvisar bem: basta pensar no outro.</p>
<p>O melhor de tudo isso foi poder parar para pensar no RESTA 1 hoje e perceber o quanto ele é agregador. Ele trouxe para perto muitas pessoas talentosas, com quem não não tínhamos tido a oportunidade de trabalhar. Ele possibilita um intercâmbio dinâmico com profissionais do mundo todo. É um projeto de improviso que não descarta o conhecimento teatral, pelo contrário, ele requer boas interpretações. E, principalmente, é um projeto pronto para receber quem ainda não tem experiência, mas tem vontade de estar no palco.</p>
<p>Obrigado a todos os amigos que participaram deste começo de história. Espero a sua companhia durante o resto dela.</p>
<p>Semana passada chegou o segundo professor canadense. Frank Totino fez um workshop em que você estava sempre voltado ao outro improvisador, em como trazer a cena para que seu companheiro de palco estivesse bem e feliz de estar ali com você. Foi com a direção dele e minha que fizemos o nosso último MICETRO IMPRO™ (até o momento deste artigo) e que foi novamente uma grande momento de descobertas.</p>
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		<title>Entrevista para a Ó TV</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 14:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Falando sobre CONTOS PROIBIDOS DE ANTROPOFOCUS™ Bloco 01 Bloco 02 Bloco 03]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falando sobre CONTOS PROIBIDOS DE ANTROPOFOCUS™</p>
<p>Bloco 01</p>
<p>
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</p>
<p>Bloco 02</p>
<p>
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<p>Bloco 03</p>
<p>
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		<title>Um brasileiro campeão do Micetro no Loose Moose Theatre</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 00:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na sexta-feira, dia 15 de julho de 2011, um brasileiro foi campeão do Micetro em pleno Loose Moose, antológico teatro onde Keith Johnstone experimentou formas de ensinar e de jogar improviso por mais de um quarto de século. E este brasileiro é joinvillense, morador de Curitiba e diretor do Antropofocus™. Chique, né? Vamos por partes,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1154" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/micetro.jpg"><br />
<img class="size-full wp-image-1154   " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/micetro.jpg" alt="micetro Um brasileiro campeão do Micetro no Loose Moose Theatre" width="590" height="393" title="Um brasileiro campeão do Micetro no Loose Moose Theatre" /></a><p class="wp-caption-text">Segurando a nota de Cinco Dólares Canadenses do prêmio do Micetro -  foto de Elídio Sanna</p></div>
<p style="text-align: justify">Na sexta-feira, dia 15 de julho de 2011, um brasileiro foi campeão do Micetro em pleno Loose Moose, antológico teatro onde Keith Johnstone experimentou formas de ensinar e de jogar improviso por mais de um quarto de século. E este brasileiro é joinvillense, morador de Curitiba e diretor do Antropofocus™. Chique, né?</p>
<p style="text-align: justify">Vamos por partes, amigos leitores: o que é Micetro? É um formato bem simples de teatro competitivo. Um grupo de atores, que pode chegar até 20 participantes ou mais, vai ser escolhido aleatoriamente para fazer cenas em grupo. Ao final de cada cena, os atores recebem notas em forma de aplausos, que são colocadas num painel. Ao final de cada rodada, quando todos os atores apresentaram suas cenas, os atores com menos pontos são eliminados da apresentação, enquanto os outros continuam.</p>
<p style="text-align: justify">O jogo normalmente tem dois diretores que conduzem as cenas e ajudam os atores a corrigir problemas, caso a cena esteja emperrada, perdida, enrolada. A função deles no espetáculo é fundamental, tanto pro público como para o aprimoramento dos atores.</p>
<p style="text-align: justify">A melhor parte do Micetro (a pronúncia é &#8220;Maestro&#8221;) é que ele é um formato competitivo de improviso que elimina certos aspectos negativos da competitividade. As pessoas que estão em cena não querem que seus companheiros de cena percam, porque é o conjunto que ganha a cena. Ajuda muito o fato de que a figura de fora não é um juiz, que decide se foi falta, ou coisas do gênero, mas um diretor que quer cooperar com o crescimento da cena.</p>
<p style="text-align: justify">Essa última serve para nos lembrar do nosso sistema de ensino. Quais foram os seus grandes professores? Aqueles que apontavam quando você errava ou aqueles que te mostravam como você poderia melhorar aquilo que você já estava fazendo?</p>
<p style="text-align: justify">Eu ganhei a apresentação de ontem a noite. Talvez eu tenha sido o primeiro brasileiro a ganhar um Micetro em pleno Loose Moose (talvez não, já que tanta gente já passou por aqui). Isso quer dizer exatamente o quê, em termos pessoais? Que eu sou um improvisador ninja, capaz de &#8220;derrotar&#8221; outros improvisadores excelentes? Que o meu curso com o Keith Johnstone valeu a pena, pois agora eu até ganho formatos competitivos? Que nada! Isso quer dizer que meus companheiros de cena foram extremamente generosos e tive mais uma noite de aprendizado.</p>
<p style="text-align: justify">Valeu, Loose Moose Theatre. Vou sentir saudades.</p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1157" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/Backstage-Loose-Moose-Theatre.jpg"><img class="size-full wp-image-1157   " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/Backstage-Loose-Moose-Theatre.jpg" alt="Backstage Loose Moose Theatre Um brasileiro campeão do Micetro no Loose Moose Theatre" width="590" height="393" title="Um brasileiro campeão do Micetro no Loose Moose Theatre" /></a><p class="wp-caption-text">Nas coxias do Loose Moose Thetre - foto de Daniel Nascimento</p></div>
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		<title>Workshop de Improvisação com Keith Johnstone V &#8211; As máscaras</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 00:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Video do nosso workshop de máscaras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Video do nosso workshop de máscaras.</p>
<p>
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		<title>Workshop de Improvisação com Keith Johnstone IV &#8211; O macaco e eu</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 02:02:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu e o macaco &#8211; foto de Daniel Nascimento Hoje eu atuei com um macaco de pelúcia. Esta é uma frase muito louca de se escrever. Parece pouca coisa, parece bobo, parece muitas coisas. Mas foi bastante revelador. A única coisa que eu preciso dizer é: quando você viu a foto, você ficou reparando mais&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">
<dt><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/o-Macaco-e-eu.jpg"><img class="size-large wp-image-1138 " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/o-Macaco-e-eu-1024x682.jpg" alt="o Macaco e eu 1024x682 Workshop de Improvisação com Keith Johnstone IV   O macaco e eu" width="614" height="409" title="Workshop de Improvisação com Keith Johnstone IV   O macaco e eu" /></a></dt>
</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl>
<dd>Eu e o macaco &#8211; foto de Daniel Nascimento</dd>
</dl>
</div>
<p>Hoje eu atuei com um macaco de pelúcia. Esta é uma frase muito louca de se escrever. Parece pouca coisa, parece bobo, parece muitas coisas. Mas foi bastante revelador.</p>
<p style="text-align: justify">A única coisa que eu preciso dizer é: quando você viu a foto, você ficou reparando mais em mim ou no macaco? A sua resposta é a mesma da platéia aqui no Canadá.</p>
<p style="text-align: justify">Lembro que existe uma regra de ouro, falada pelos teatros brasileiros, de grande sapiência: nunca coloque uma criança ou um cachorro no palco, porque eles são mais interessantes do que qualquer ator.</p>
<p style="text-align: justify">Hoje, um macaco de pelúcia era mais interessante do que qualquer ator.</p>
<p style="text-align: justify">Nada mais a acrescentar para o momento.</p>
<div id="attachment_1142" class="wp-caption aligncenter" style="width: 584px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/no-Loose-Moose.jpg"><img class="size-large wp-image-1142  " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/no-Loose-Moose-1024x678.jpg" alt="no Loose Moose 1024x678 Workshop de Improvisação com Keith Johnstone IV   O macaco e eu" width="574" height="380" title="Workshop de Improvisação com Keith Johnstone IV   O macaco e eu" /></a><p class="wp-caption-text">No Loose Moose - foto de Márcio Ballas</p></div>
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		<title>Workshop de improvisação com Keith Johnstone III &#8211; Uma apresentação legendária</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 09:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acho que existem dois grupos distintos de pessoas que visitam estes tópicos do blog. Um grupo é de improvisadores ou interessados em improviso. O outro de pobres desavisados que acharam que Keith Johnstone é um nome engraçado. Talvez o grande mote deste artigo seja um pouco mais para o primeiro grupo, porque não sei o&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1123" class="wp-caption aligncenter" style="width: 658px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/brazucas-jogo-da-torta-Frank-Totino-e-eu-photo-by-Bryan.jpg"><img class="size-full wp-image-1123 " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/brazucas-jogo-da-torta-Frank-Totino-e-eu-photo-by-Bryan.jpg" alt="brazucas jogo da torta Frank Totino e eu photo by Bryan Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" width="648" height="432" title="Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" /></a><p class="wp-caption-text">Frank Totino e eu - photo de Bryan MacLeod</p></div>
<p>Acho que existem dois grupos distintos de pessoas que visitam estes tópicos do blog. Um grupo é de improvisadores ou interessados em improviso. O outro de pobres desavisados que acharam que Keith Johnstone é um nome engraçado. Talvez o grande mote deste artigo seja um pouco mais para o primeiro grupo, porque não sei o quanto os outros visitantes gostariam de saber sobre o que vou contar.</p>
<div id="attachment_1124" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/um-barquinho-a-navegar-Daniel-Nascimento-e-Lindsay-Mullan-photo-by-Bryan.jpg"><img class="size-medium wp-image-1124" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/um-barquinho-a-navegar-Daniel-Nascimento-e-Lindsay-Mullan-photo-by-Bryan-300x216.jpg" alt="um barquinho a navegar Daniel Nascimento e Lindsay Mullan photo by Bryan 300x216 Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" width="300" height="216" title="Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" /></a><p class="wp-caption-text">Um barquinho a navegar - Daniel Nascimento e Lindsay Mullan - photo by Bryan MacLeod</p></div>
<p>Domingo a noite, dia 10 de julho de 2011, é um dia para ser lembrado para sempre. Acho que já sabia disso, mas fiquei ainda mais atento a este fato depois de uma conversa com o parceiro Elidio Sanna. Foi no domingo passado que um grupo de brasileiros montou, pela primeira vez, uma noite de improviso dentro do teatro Loose Moose, o berço do improviso. É como se você fizesse uma tragédia grega num daqueles teatros em ruínas na Grécia.</p>
<p>A noite teve momentos impagáveis, como o nosso Mestre de Cerimônias Marcio Ballas homenageando durante toda a noite o nosso motorista de ônibus Dennis. Cenas incríveis com os brasileiros e os convidados da Espanha (Jorge Rueda), do Uruguai (Danna Liberman e Lucia Dotta) e atores do elenco estável do Loose Moose (Shawn, Lindsay, Immanuela e Andrew).</p>
<div id="attachment_1129" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/andy-e-andrei-photo-by-Bryan-MacLeod.jpg"><img class="size-medium wp-image-1129 " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/andy-e-andrei-photo-by-Bryan-MacLeod-199x300.jpg" alt="andy e andrei photo by Bryan MacLeod 199x300 Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" width="199" height="300" title="Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" /></a><p class="wp-caption-text">Com Anderson Bizzocchi, em cena dirigida por Frank Totino - photo by Bryan MacLeod</p></div>
<p>Tive o prazer de ter uma cena de improviso dirigida por Frank Totino, fiz o MC do jogo do quadrado (em inglês, people, não se esqueçam disso) e, para acabar com chave de ouro, fizemos o jogo da torta e lambuzamos todo o Loose Moose de creme de barbear. Uma noite imortalizada para sempre no nosso DNA artístico.</p>
<p>Na segunda de manhã, ao entrarmos no ônibus, somos todos saudados por um sorridente Dennis, o motorista do ônibus, que nos oferece um dos elogios mais enigmáticos da história, mas muito positivo:</p>
<p>- Me diverti muito no show de vocês ontem a noite. É muito engraçado. Mais interessante que um show do Jonhny Cash, que assiste em Las Vegas há muitos anos atrás!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Toma essa, Johnny Cash!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>PS - Tudo parecia que iria durar meses. A grande maioria tinha acertado a presença no workshop em dezembro do ano passado. Agora, já aqui, com tudo isso acontecendo de uma vez só, o tempo esta passando a sensação de voar rapidamente, fugindo do nosso controle. Mas continuamos aproveitando o máximo de cada dia.</p>
<div id="attachment_1125" class="wp-caption aligncenter" style="width: 658px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/coro-de-Jorge-Rueda-photo-by-Bryan.jpg"><img class="size-full wp-image-1125 " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/coro-de-Jorge-Rueda-photo-by-Bryan.jpg" alt="coro de Jorge Rueda photo by Bryan Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" width="648" height="432" title="Workshop de improvisação com Keith Johnstone III   Uma apresentação legendária" /></a><p class="wp-caption-text">Coro de Improvisadores de Jorge Rueda - photo by Bryan MacLeod</p></div>
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		<title>Workshop de improvisação com Keith Johnstone &#8211; I</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 01:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropofocus]]></category>
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		<description><![CDATA[Já estou aqui no Canadá, em pleno verão super calorento (durante o dia) de 24 graus. Uau! Você acharia incrivelmente quente também se soubesse que aqui, durante o inverno, tudo fica congelado durante meses. Que o chão congela até dois metros abaixo de seu nível. Que o rio inteiro congela. Aqui as janelas &#8211; quase&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1099" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/268120_10150239331012462_717572461_7597953_8347060_n.jpg"><img class="size-medium wp-image-1099" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/268120_10150239331012462_717572461_7597953_8347060_n-300x198.jpg" alt="268120 10150239331012462 717572461 7597953 8347060 n 300x198 Workshop de improvisação com Keith Johnstone   I" width="300" height="198" title="Workshop de improvisação com Keith Johnstone   I" /></a><p class="wp-caption-text">Frank Totino e Keith Johnstone</p></div>
<p>Já estou aqui no Canadá, em pleno verão super calorento (durante o dia) de 24 graus. Uau! Você acharia incrivelmente quente também se soubesse que aqui, durante o inverno, tudo fica congelado durante meses. Que o chão congela até dois metros abaixo de seu nível. Que o rio inteiro congela. Aqui as janelas &#8211; quase que 100% delas &#8211; não abrem. São feitas para isolar termicamente as casas e, portanto, não tem a função de refrescar os espaços.</p>
<p>Os primeiros dias são sempre de adaptação: ao clima, a comida, ao fuso, as pessoas, ao fato de falar e escutar inglês o tempo todo, ao fato de estar longe de casa. Todas as aclimatações necessárias para continuar por essa experiência incrível. Propaganda necessária para o governo de Calgary: a cidade é linda, muito verde (Curitiba não é verde, eu juro e tenho fotos para provar), muito organizada e as pessoas tem sido incríveis.</p>
<p>E o workshop, você me pergunta.</p>
<div id="attachment_1101" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/269738_10150239330862462_717572461_7597949_1318551_n.jpg"><img class="size-medium wp-image-1101" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/269738_10150239330862462_717572461_7597949_1318551_n-300x198.jpg" alt="269738 10150239330862462 717572461 7597949 1318551 n 300x198 Workshop de improvisação com Keith Johnstone   I" width="300" height="198" title="Workshop de improvisação com Keith Johnstone   I" /></a><p class="wp-caption-text">Jorge Rueda, Marcio Ballas e Daniel Nascimento em frente ao ônibus saído do episódio dos Simpsons</p></div>
<p>O workshop começou ontem, dentro do novo teatro do Loose Moose. Tem um ônibus amarelo, clássico de filme americano de high school, que nos leva todos os dias do nosso dormitório até o teatro e depois de volta ao dormitório. Chegamos por volta de 11 da manhã, estudamos até 1h30, paramos para o almoço, para depois retornar e só sair às 17h30. O dia passa muito rápido e, quando você vê, lá esta o nosso mestre Keith Johnstone, com seu inglês bem pronunciado e de voz baixa, olhando para o relógio e dizendo que já é hora de partir.</p>
<p>Os enfoques desses dois primeiros dias de workshop já foram múltiplos, mas o que eu já quero deixar registrado aqui é o &#8220;Kama Sutra de parceiro de Cena&#8221;. Por muitos ângulos vimos as possibilidades e variações de como deixar o seu companheiro de cena confortável e feliz em estar em cena com você. Importante salientar: para o benefício da platéia, e não apenas do seu colega.</p>
<p>Parece até pouco, mas não é. Garantir o bem estar de seu colega é garantir o bem estar da platéia. A frase mágica do nosso mestre (uma das muitas, o homem solta pérolas o tempo todo) no primeiro dia de aula: &#8220;eu gostaria que a platéia tivesse vontade de levar vocês para casa, ao final do espetáculo&#8221;. Na liberdade de não ter que fazer comédia, de não precisar ser engraçado o tempo todo, coisas maravilhosas acabam acontecendo.</p>
<div id="attachment_1102" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/267742_10150239331167462_717572461_7597957_31653_n.jpg"><img class="size-medium wp-image-1102 " src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/07/267742_10150239331167462_717572461_7597957_31653_n-300x198.jpg" alt="267742 10150239331167462 717572461 7597957 31653 n 300x198 Workshop de improvisação com Keith Johnstone   I" width="240" height="158" title="Workshop de improvisação com Keith Johnstone   I" /></a><p class="wp-caption-text">Frank Totino com o sol das 22h nas costas</p></div>
<p>Se você já leu os livros de Keith Johnstone talvez não se surpreenda pelos exercícios. Mas você com certeza se surpreenderia com a metodologia, com a quantidade de coisas a mais que ele tem a oferecer, com as pequenas informações que vão ao longo do exercício se somando, com a qualidade das referências.</p>
<p>Agora são 7 e meia da noite (22h30 no Brasil) e tenho que me arrumar. O sol ainda esta alto, mas ele fica assim até 23h. Foi difícil me acostumar a isso no primeiro dia, ficava olhando pela janela para ver se era de verdade. Acho que tenho um comportamento similar quando encontro Keith Johnstone.</p>
<p>Querendo ver os outros artigos sobre essa viagem é só clicar <strong><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/categoria/canada/">AQUI.</a></strong></p>
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		<title>Uma semana em Curitiba, a outra no Canadá &#8211; um brasileiro rumo ao workshop de improvisação com uma lenda viva</title>
		<link>http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/2011/06/27/uma-semana-em-curitiba-a-outra-no-canada-um-brasileiro-rumo-ao-workshop-de-improvisacao-com-uma-lenda-viva/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 02:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em época de frio, os passarinhos migram para regiões mais quentes. Mas eu, não. Estou a caminho do Canadá para fazer um workshop de improvisação, durante 10 dias, com o mestre de teatro Keith Johnstone. Serão dias intensos de trabalho, dedicação e de frio. Muito frio. Calgary não é conhecida como a cidade-sol do Canadá&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/06/pinguim.jpg"><img class="size-full wp-image-1088 alignleft" src="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/files/2011/06/pinguim.jpg" alt="pinguim Uma semana em Curitiba, a outra no Canadá   um brasileiro rumo ao workshop de improvisação com uma lenda viva" width="303" height="553" title="Uma semana em Curitiba, a outra no Canadá   um brasileiro rumo ao workshop de improvisação com uma lenda viva" /></a>Em época de frio, os passarinhos migram para regiões mais quentes. Mas eu, não. Estou a caminho do Canadá para fazer um workshop de improvisação, durante 10 dias, com o mestre de teatro Keith Johnstone. Serão dias intensos de trabalho, dedicação e de frio. Muito frio. Calgary não é conhecida como a cidade-sol do Canadá e é lá que fica o famoso Loose Moose Theatre, local mitológico do mundo da improvisação. Lá, no meio do frio.</p>
<p>Por que este vale encantando da improvisação não fica em Aruba? Ou no Havaí? Ou mesmo aqui do lado de Curitiba, em São José dos Pinhais? Porque toda a jornada de conhecimento vem com desafios extras, dirá para você qualquer contador de histórias. Não bastam as horas de voo, a distancia de casa e das pessoas amadas. Não basta as barras de cereais das escalas nacionais, as esperas em aeroportos, a expectativa que não será a sua mala que ficará perdida pelos recantos secretos da aviação internacional. Não basta. É preciso mais. Ou menos. Bem menos. Negativamente menos.</p>
<p>Podemos pegar de 31 graus até -9. A renite não vai me atacar, porque ela não vai entender o que está acontecendo. Não é uma mudança de temperatura, é um maluco entrando no forno ao sair da geladeira.</p>
<p>Dramático, eu? Talvez. Sim, é melhor fazer charme e se preparar para o pior e encontrar uma situação positiva. Todos os niilistas que passaram pela minha vida &#8211; e não se mataram &#8211; me ensinaram isso.</p>
<p>Vai valer a pena? Já valeu. Será um tempo grande dedicado a isso, a pensar sobre as infinitas possibilidades de se improvisar. Além do professor, estarei cercado de amigos improvisadores e de pessoas do mundo inteiro que buscam saber mais sobre essa arte. Estarei fora do meu habitat de segurança, contando histórias para estranhos e ouvindo suas façanhas ao redor das fogueiras, dos botecos, das televisões, dos cafés, de qualquer coisa que emita luz &#8211; ou calor.</p>
<p>Coloquei um vídeo abaixo, para que vocês conheçam meu futuro professor, infelizmente sem legendas. Ele diz algo muito sábio:</p>
<p>- Primeiro é preciso aprender a falhar e ficar feliz, depois a gente ensina o resto.</p>
<p>Estou pronto para falhar com o senhor, mestre. Não o desapontarei nisso.</p>
<p>
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</p>
<p>Querendo ver os outros artigos sobre essa viagem é só clicar <strong><a href="http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/categoria/canada/">AQUI.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Workshop de Improvisação na FAP &#8211; Faculdade de Artes do Paraná</title>
		<link>http://www.antropofocus.com.br/blog/andrei/2011/06/23/workshop-de-improvisacao-na-fap-faculdade-de-artes-do-parana/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2011 19:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Moscheto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropofocus]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada ministrei um workshop de improvisação na FAP. Ensinar é, desde muito tempo, uma prática efetiva na minha vida para aprender conceitos novos num nível mais profundo. Funciona quase sempre. Você estuda coisas que são interessantes, que captaram a sua atenção, e tenta repassá-las da melhor maneira possível. Creio que esta é isto&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada ministrei um workshop de improvisação na FAP. Ensinar é, desde muito tempo, uma prática efetiva na minha vida para aprender conceitos novos num nível mais profundo. Funciona quase sempre. Você estuda coisas que são interessantes, que captaram a sua atenção, e tenta repassá-las da melhor maneira possível. Creio que esta é isto que atrai as pessoas ao magistério: poder passar um pouco daquilo que amam para outras pessoas.</p>
<p>Portanto, dar aulas de improviso são uma oportunidade para aprender mais sobre esta arte. Neste semestre tive duas oportunidades e espero poder repetir a experiência no segundo semestre.</p>
<p>O workshop da semana passada foi dentro da Mostra da Faculdade de Artes do Paraná e teve dois desafios de última hora bastante interessantes. Eu havia me preparado para um workshop com alunos da FAP exclusivamente. Como já fui aluno e professor da instituição, sabia mais ou menos qual era o perfil dos alunos de lá e preparei um workshop de três dias para eles. E, de cara, no primeiro momento de aula, tive duas surpresas: tínhamos alunos da FAP, de outras instituições, alunos sem experiência prévia com teatro e um aluno cego. Ou seja, os exercícios focados em interpretação para os atores já com a prática da faculdade e jogos com estímulos visuais caíram de imediato.</p>
<p>De novo, aprendi o valor de um dos conceitos comuns em improvisação: comece sem expectativas. Isso impedi qualquer frustração apareça, ou que você congele frente a um problema. O melhor é saber que esses alunos que não eram da faculdade não me trouxeram um problema, eles me deram uma oportunidade única de ter que readaptar tudo para que fosse possível dar a melhor aula para eles. Com isso, o workshop correu bem &#8211; vou mandar o link do artigo para alguns dos alunos e talvez eles possam dar para vocês uma opinião mais honesta.</p>
<p>Senti falta da apresentação no final do workshop, pois no anterior, ao final de uma semana, fizemos uma apresentação de impro aberta a comunidade. Foi uma maneira dos próprios alunos sentirem a diferença dos conceitos trabalhados em sala de aula com a adrenalina da apresentação, o fato de ter que lidar com as expectativas próprias, dos colegas de palco e da platéia (as expectativas da platéia são, em grande parte, falsamente criadas na nossa cabeça, mas isso é tópico para outro artigo).</p>
<p>Registrei um dos jogos de &#8220;E Agora?&#8221; com os alunos do workshop e coloquei aqui só para vocês conhecerem a turma. Obrigado pela atenção ao artigo e logo mais teremos outros!</p>
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